1° de Maio: evento dos “trabalhadores” do PT foi um fracasso
Evento previa milhares de pessoas e contou com no máximo 400 pessoas
SÃO PAULO — O ato de 1º de Maio organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, com a presença de Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, reuniu um público muito abaixo do esperado nesta sexta-feira, no centro da capital paulista. A organização previa entre 1.000 e 2.000 pessoas, mas cerca de 400 compareceram ao evento, realizado em formato de auditório, esvaziando simbolicamente uma das datas mais tradicionais da mobilização trabalhista no país.
O baixo comparecimento expôs a dificuldade de mobilização mesmo com nomes de peso e pautas populistas como redução da jornada, fim da escala 6×1 e defesa de supostos direitos trabalhistas. Em um cenário de fragmentação dos atos e perda de engajamento, o evento acabou marcado mais pela ausência do público do que pela força política que historicamente caracterizava o Dia do Trabalhador.
No ato de hoje em São Paulo, com nomes conhecidos, o público esquerdista não compareceu. Para um evento historicamente simbólico para a esquerda — o Dia do Trabalhador — isso é um sinal claro de perda de mobilização.




