Busca na casa de Oruam: Comando Vermelho na mira da polícia
Polícia mira Oruam e familiares em operação contra braço financeiro do Comando Vermelho no Rio
RIO DE JANEIRO — A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na manhã de quarta-feira (29) uma nova fase da Operação Contenção para desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho, responsável, segundo os investigadores, pela movimentação e ocultação de dinheiro do tráfico de drogas.
Entre os alvos de mandados de prisão preventiva estão o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, sua mãe, Márcia Nepomuceno, e seu irmão, Lucas Nepomuceno. Os três não foram localizados pelos agentes e são considerados foragidos.
A operação foi conduzida por policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio. A casa do irmão de Oruam foi alvo da ação, mas ninguém foi encontrado no imóvel.
De acordo com a polícia, a investigação durou cerca de um ano e teve como base dados extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras. Os investigadores afirmam ter identificado um esquema de recebimento, pulverização e reinserção de valores ilícitos no sistema econômico formal.
Segundo os agentes, recursos do tráfico eram repassados por lideranças da facção a operadores financeiros, que fragmentavam os valores por meio de contas de terceiros e usavam o dinheiro para pagamento de despesas, compra de bens e ocultação patrimonial.
Um homem identificado como Carlos Alexandre Martins da Silva foi preso durante as diligências. Ele é apontado pela polícia como operador financeiro da mãe de Oruam.
Oruam já era considerado foragido desde fevereiro, quando teve a prisão preventiva restabelecida após decisão do Superior Tribunal de Justiça relacionada ao descumprimento de medidas cautelares, especialmente o uso de tornozeleira eletrônica. A defesa do artista afirmou anteriormente que as falhas no monitoramento decorreram de problemas técnicos.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, possíveis empresas usadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos.



