Diplomacia de reféns
O Brasil de Lula na trilha de países como Irã
A nova ordem executiva de Donald Trump, assinada em 5 de setembro de 2025, caiu como um míssil no debate sobre Jair Bolsonaro. Batizada de Strengthening Efforts to Protect U.S. Nationals from Wrongful Detention Abroad, a medida, que à primeira vista parecia apenas mais um gesto de força da política externa americana, ampliou os poderes de Washington para intervir em casos de prisões arbitrárias fora de suas fronteiras. Até aí, nada de novo: presidentes americanos sempre gostaram de encarnar o xerife global. O detalhe que incomodou — e empolgou — é que essa ordem não se limita mais aos cidadãos americanos. Ela estende a proteção a estrangeiros quando os Estados Unidos considerarem haver “interesse nacional”. Foi o bastante para os aliados de Bolsonaro verem nela uma oportunidade de internacionalizar a causa, pois o Supremo Tribunal Federal transformou a justiça brasileira em instrumento político e mantém o ex-presidente como um refém togado.




