Entre reais, cruzeiros e a imprensa de leste a oeste
Como a realidade refuta os sofistas
O fim da detenção de Ramagem revelou algo que poucos estão comentando fora do X: todos os que clamam por “união” com o intuito de “vencer” as eleições deste ano foram omissos, ficaram calados ou simplesmente comentaram uma detenção desumana e cruel como se fosse um aumento na gasolina. Não houve exceção entre os peacemakers educados, civilizados, intelectuais e moralmente superiores à horda dos “ignorantes fanáticos que cultuam como vassalos os filhos de Bolsonaro”.
Os jornais anticomunistas mais pudicos usaram verbos que sequer a Folha de São Paulo teve coragem de usar. E não foi só o uso de verbo inadequado, para não dizer falso, mas o sujeito: “Ramagem atacou PF”. A inversão entre agressor e agredido veio daqueles que afirmam peremptoriamente que as “tias do zap” da bolha bolsonarista precisam crescer. Sim, o ato de imaturidade veio daqueles que exigem compostura e virtude de perfis que não fazem senão expressar a decepção que sentem após gastarem os últimos centavos para financiar uma mídia de que sentiam falta no Brasil.
O “mendigo do PIX”, este que vos escreve, o Allan dos Demônios, fez o que qualquer pessoa próxima ao Ramagem faria. Uma pena que pessoas próximas fisicamente da esposa de Ramagem prefiram assinantes e pix a oferecer uma mensagem de apoio. Afinal, quem com green card quer estar associado a uma pessoa detida pelo ICE, não é mesmo? O estranho é que, quando a coragem de Ramagem rendia visualização e assinatura, esse receio não existia.
Ainda falando de imprensa, reais e cruzeiros, mesmo o G1 e até a Fôia tiveram mais audácia ao escrever certas verdades do que os que pouco ou nada disseram.
Isso me lembrou um texto do Prof. Olavo, uma pessoa que, mesmo sabendo do risco de me receber em sua casa após o pedido de prisão de Moraes, jamais esteve longe de mim:
“[…] uma vez que você aboliu todos os princípios morais consagrados pela civilização, substituindo a clareza implacável das suas deduções por uma maçaroca obscura de slogans politicamente corretos, todos os arranjos casuísticos são possíveis: você está pronto para se tornar um príncipe da embromação e ainda acreditar que desonestos são os outros. Quando um sujeito está intelectualmente persuadido de que o bem e o mal são apenas construções ideológicas, mas ao mesmo tempo insiste em cultivar o sentimento reconfortante de que está do lado do bem absoluto, não há mais limites para o exercício do autoengano, que culmina quando o mentiroso passa a acreditar nas próprias mentiras ao ponto de emocionar-se com elas. A essência da moral esquerdista é a auto-persuasão histérica”.
Vale lembrar que a auto-persuasão histérica nem sempre é acompanhada de um temperamento explosivo, mas frequentemente é apresentada ao público como PRUDÊNCIA e SOFISTICAÇÃO.




Boa colocação, é assim mesmo, na prática, que as coisas acontecem. Infelizmente os aplausos só ocorrem quando vencemos, é omissão quando perdemos. Ramagem, o meu apoio.