Governo americano expulsa jagunço que tramou contra Ramagem
Nota foi divulgada nas redes sociais, embora evitou citar nomes específicos
WASHINGTON, 20 de abril — O governo dos Estados Unidos solicitou que um oficial de ligação da Polícia Federal brasileira deixe o país imediatamente após sua atuação em um episódio relacionado à detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, segundo comunicado oficial divulgado por autoridades americanas nesta segunda-feira.
A manifestação foi feita pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que afirmou, sem citar nomes, que um funcionário estrangeiro tentou “manipular” o sistema de imigração norte-americano para contornar procedimentos formais de extradição e estender uma “caça às bruxas política” ao território dos EUA.
O agente em questão é o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação da Polícia Federal junto ao ICE (Immigration and Customs Enforcement) em Miami desde 2023. Ele seria o único representante da PF lotado no escritório da agência na Flórida.
O caso ocorre após a detenção de Ramagem por autoridades migratórias americanas em 13 de abril. Segundo declarações do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a prisão teria ocorrido com base em uma “cooperação internacional”. No entanto, isso não aconteceu e o procedimento não estava vinculado a um pedido formal de extradição ou à indicação de crimes praticados no Brasil .
Ainda segundo a publicação, autoridades americanas entenderam que houve tentativa de utilização do sistema migratório para alcançar objetivos que normalmente exigiriam trâmites jurídicos específicos entre os dois países.
A legislação dos Estados Unidos prevê que indivíduos que atuem no país em nome de governos estrangeiros podem estar sujeitos à Foreign Agents Registration Act, que exige registro formal em determinadas circunstâncias, especialmente quando há atuação institucional, política ou de influência em nome de outro Estado.
O Departamento de Estado não detalhou quais ações específicas motivaram o pedido de saída nem informou se há investigação formal em curso. Também não indicou eventuais consequências diplomáticas adicionais.
Porém, isso só amplia uma chaga diplomática criada pelos jagunços do PT/STF. A administração Trump está sendo extremamente dura contra criminosos, assassinos, terroristas e narcotraficantes. Usar a administração para fins de perseguição política foi a gota d'água, afirmam especialistas que acompanham o atrito entre os membros dos poderes judiciário/executivo brasileiros e governo dos EUA.



