Jornal O Globo e o sombrio apoio ao Hezbolah
O juízo da palavra, a morte e o absurdo de um conflito esquecido: quando o jornalismo se torna uma arma
Israel, um país que luta por sua existência, é apresentado como o vilão de um drama sem sentido, um rebelde sem causa. Hezbollah, um monstro de faces múltiplas, é reduzido a um “grupo libanês”, apagando sua natureza infernal.
Há um mistério tenebroso nas palavras escolhidas pelo jornal O Globo. Cada verbo, cada substantivo carrega em si não apenas significados, mas um peso moral — uma alma. Em um mundo onde o terror se mistura com o heroísmo e onde o agressor é descrito como vítima, o texto publicado sobre a morte de Hassan Nasrallah é uma manifestação dos labirintos mais sombrios da linguagem humana. Ao narrar esse episódio, o jornal não apenas escreve. Ele julga. O tribunal das palavras aqui se assemelha a um julgamento kafkiano, no qual o réu já foi condenado antes mesmo de entrar na sala.




