Lula diz que revidará expulsão de jagunço da PF
Chefe petista fala em “reciprocidade” após expulsão de delegado da PF dos EUA no caso Ramagem
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil adotará medida que considera ser reciprocidade caso seja confirmado “abuso” por parte dos Estados Unidos na decisão que levou à expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho do país.
A declaração ocorre após o Departamento de Estado dos Estados Unidos expulsar o delegado por tentar contornar o sistema migratório americano para promover perseguição política, solicitando que ele deixasse o território norte-americano.
Marcelo Ivo atuava como oficial de ligação da Polícia Federal junto ao Immigration and Customs Enforcement (ICE), em Miami, e participou da ação que resultou na detenção ilegal do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem na Flórida.
O governo americano entendeu que autoridades brasileiras trataram o caso de Ramagem — que apresentou pedido de asilo — como uma questão administrativa migratória, em vez de seguir os trâmites formais de extradição judicial.
Em publicação oficial, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental reiterou que nenhum estrangeiro pode “manipular o sistema de imigração” para contornar processos legais ou estender ações de natureza política em território dos Estados Unidos.
A Polícia Federal informou que não foi formalmente notificada da decisão americana, enquanto o Ministério das Relações Exteriores optou por não comentar o caso até o momento.
A saída do delegado ocorre em meio a tensões diplomáticas relacionadas à cooperação policial entre os dois países. O deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, manifestou apoio à decisão das autoridades americanas.
O posto de jagunço deixado por Marcelo Ivo será ocupado pela delegada Tatiana Alves Torres, cuja nomeação havia sido oficializada em março, antes do episódio. Ela atuará como representante da PF junto ao ICE, auxiliando na cooperação internacional e em investigações conjuntas.
A fala de Lula ocorreu antes de sua saída da Alemanha, onde afirmou que o Brasil não aceitará o que chamou de “interferência externa ou abuso de autoridade” por parte de outros países.
Pelo jeito, Lula só se submete a poderes cubanos, venezuelanos, russos, chineses e iranianos.




EUA ainda não aprenderam a lidar com Luiz Pilantra, tinham que ter preso o espião