Peptídeos: o novo favorito dos atletas, mas não só eles
Peptídeos de colágeno ganham espaço como suplemento para pele e articulações
ORLANDO, 26 de abril de 2026 — Suplementos à base de peptídeos de colágeno, versões hidrolisadas da proteína estrutural mais abundante do corpo humano, vêm ganhando popularidade global com promessas que vão da melhora da elasticidade da pele à redução de dores articulares.
Fabricados a partir da quebra do colágeno em fragmentos menores, os chamados peptídeos são apresentados pela indústria como de “alta biodisponibilidade”, o que facilitaria sua absorção pelo organismo. Empresas do setor afirmam que esses compostos podem estimular a produção natural de colágeno, cuja síntese tende a diminuir a partir dos 25 anos de idade.
Entre os principais benefícios alegados estão a melhora da firmeza e hidratação da pele, redução de linhas de expressão e fortalecimento de unhas e cabelos. No campo musculoesquelético, os suplementos são promovidos como auxiliares na regeneração de cartilagens, tendões e ligamentos, além de potencial alívio em casos de osteoartrite.
Alguns estudos também sugerem efeitos positivos na manutenção da massa muscular, especialmente em idosos, e na integridade da mucosa intestinal. A presença de vitamina C é frequentemente destacada como fator importante para a síntese de colágeno no organismo.
Especialistas, no entanto, apontam que, embora haja evidências de benefícios em determinadas condições, os resultados ainda são considerados heterogêneos. “Os estudos mostram efeitos modestos e variáveis, dependendo da dose, da duração e do perfil do paciente”, dizem revisões científicas recentes.
Autoridades de saúde ressaltam que suplementos não substituem uma dieta equilibrada e que o uso deve ser avaliado caso a caso. Também alertam para a necessidade de mais pesquisas independentes para confirmar a eficácia em longo prazo e estabelecer padrões de dosagem.



