Por mais que Hollywood se pinte de futurista, ela continua sendo a velha fábrica de sonhos com moral de cartilha. O Robocop de José Padilha é o exemplo perfeito: a velha fórmula antiamericana embalada em armadura preta.
A abertura já denuncia o espírito do filme: Samuel L. Jackson emulando um William Bonner depravado, defendendo drones que ocupam o Oriente Médio como se fossem uma versão high-tech da Pax Americana. Padilha, fiel à sua agenda socialista e anti-capitalista, não perde a chance de exibir os Estados Unidos como vilão universal — a engrenagem bélica que subjuga o planeta. Nada mais previsível.




