Vem delação por aí...
Ex-presidente do BRB sinaliza delação no caso Master e pede transferência de presídio
Brasília, 28 de abril de 2026 — A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele tem interesse em firmar um acordo de colaboração premiada no âmbito das investigações sobre o Banco Master, segundo petição enviada ao ministro André Mendonça.
No documento, os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino afirmam que o ex-executivo “sinalizou interesse em cooperar com as autoridades competentes, possivelmente por meio de colaboração premiada”, mas destacam que o avanço da negociação depende de condições ainda a serem definidas. A defesa também solicitou que Costa seja ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os advogados indicaram que pretendem pedir a transferência do ex-presidente do BRB do Complexo Penitenciário da Papuda para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, alegando necessidade de melhores condições para comunicação com a defesa e eventual negociação do acordo.
Costa foi preso preventivamente por decisão mantida na última sexta-feira (24) pela Segunda Turma do STF. Ele é investigado por suspeita de ter recebido cerca de R$ 146 milhões em vantagens indevidas para favorecer interesses do Banco Master em operações com o BRB.
Segundo a Polícia Federal, o caso envolve possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta ou temerária, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As apurações apontam que o executivo teria autorizado operações sem garantias e utilizado estruturas para contornar controles internos da instituição.
As investigações também analisam a relação entre o BRB e o Banco Master, incluindo a tentativa de aquisição de participação majoritária da instituição privada, posteriormente barrada pelo Banco Central. Em acareações, o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e Costa apresentaram versões divergentes sobre a origem de ativos negociados.
Documentos reunidos pela investigação indicam ainda a negociação de imóveis avaliados em cerca de R$ 146,5 milhões, que teriam sido utilizados como parte de supostos pagamentos ilícitos ao ex-presidente do banco público.
O caso segue sob investigação, e não houve manifestação da defesa de Daniel Vorcaro até o momento.



