Vergonhoso: filho de Trump participa de evento com donos da JBS e BTG
Os donos da JBS e BTG já foram alvo de investigação na Lava Jato
NOVA YORK, 12 de maio de 2026 — Os empresários Wesley Batista e André Esteves participaram na noite de segunda-feira de um jantar promovido pelo Grupo Esfera em Nova York com a presença de Donald Trump Jr., em mais um movimento de aproximação entre setores do empresariado brasileiro e o entorno político do presidente americano Donald Trump.
O encontro ocorreu no restaurante Cipriani e reuniu alguns dos empresários mais influentes do Brasil — incluindo figuras historicamente associadas a investigações de corrupção e escândalos financeiros que marcaram a política brasileira na última década.
Durante discurso no evento, Wesley Batista afirmou que viver nos Estados Unidos durante a expansão da JBS foi uma das melhores experiências de sua vida e recomendou que empresários brasileiros investissem no país. Ao final da fala, Trump Jr. respondeu com uma referência ao bordão usado por seu pai no programa The Apprentice: “you’re hired”.
A presença de Wesley Batista chama atenção pelo histórico da JBS na Operação Lava Jato. Em 2017, os irmãos Wesley e Joesley Batista fecharam acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República após admitirem participação em esquemas de pagamento de propinas a centenas de políticos e agentes públicos. As revelações provocaram uma crise política que atingiu diretamente o então presidente Michel Temer. Executivos da companhia também admitiram irregularidades envolvendo financiamentos subsidiados do BNDES durante os governos petistas.
Já André Esteves, controlador do BTG Pactual, foi preso preventivamente em 2015 no âmbito da Lava Jato sob suspeita de tentar obstruir investigações relacionadas ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Posteriormente, foi absolvido das acusações de obstrução pela Justiça Federal. Apesar disso, o episódio permaneceu como um dos momentos mais delicados da história do banco e consolidou o nome de Esteves como uma figura recorrente nas disputas entre mercado financeiro, política e Judiciário no Brasil.
O encontro em Nova York ocorre num momento em que grandes grupos econômicos brasileiros intensificam sua presença nos Estados Unidos, diante de incertezas regulatórias e tensões institucionais no Brasil. Também evidencia a disposição do círculo político ligado a Trump em manter interlocução direta com empresários latino-americanos de grande porte — inclusive nomes marcados por controvérsias judiciais e acusações de corrupção em seus países de origem.




Donald Trump Jr. deveria ser bem melhor assessorado. Olha com quem andas...
Está assim. Os presidentes são honestos. Mais do que Deus. “Mais”… os filhos…